Organização excessiva é uma doença?

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organização excessiva

Ter uma casa bonita, confortável e bem organizada é o desejo de boa parte das pessoas. Embora se preocupar com a arrumação dos elementos seja importante, ter um comportamento que foge dos limites pode ser um sinal de alerta. Em alguns casos, a necessidade exagerada de manter tudo no lugar aponta para uma doença.

Porém, antes de achar que a organização excessiva é sempre sinal de que algo está errado, o melhor é entender todo esse contexto. Descubra a seguir se esse comportamento realmente significa uma condição específica.

Quando a organização excessiva passa a ser doença?

O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) é uma condição psicológica que afeta severamente o cotidiano dos pacientes. Ele é caracterizado por uma repetição intensa de comportamentos e pensamentos, gerando ansiedade e a necessidade de cumprir com rituais que precisam ser seguidos à risca.

É o caso de quem tem mania de limpeza e lava as mãos o tempo todo ou de quem precisa que determinados elementos estejam sempre em uma determinada posição.

Um dos pontos que indicam o TOC é a necessidade de organização excessiva. Quando essa demanda começa a atrapalhar o cotidiano, há grandes chances de que exista um problema psicológico.

Lutar contra a bagunça é um sinal de saúde?

Por definição, querer tudo organizado não é o que define o TOC. Há pacientes em que a condição se manifesta de forma diferente do que em relação à organização, enquanto muita gente tem um comportamento excessivo, sem estar doente.

organização excessiva

O ponto-chave é que só se trata de doença quando há efeitos negativos e persistentes na rotina. É o caso de quem insiste em arrumar várias vezes o mesmo cômodo ou coleção ou que não consegue ver nenhum objeto, por menor que seja, fora do lugar.

Por outro lado, a organização excessiva pode estar associada a uma bagunça igualmente excessiva. Se a sua casa é muito grande ou se ela é bagunçada diariamente — como acontece em ambientes com crianças pequenas —, é bem provável que essa seja uma condição do ambiente e não da sua saúde.

Em todo caso, somente um médico — como psicólogo ou psiquiatra — será capaz de definir se esse é um sintoma da doença ou não.

Como manter a casa sempre em ordem?

Caso seja confirmado que essa organização em excesso em sua vida não é um problema de saúde, então se trata de uma questão de ambiente. O grande causador disso pode ser o seu lar, que sofre com a falta de cuidados para evitar a bagunça, em primeiro lugar.

Sendo esse o seu caso, o ideal é procurar alternativas para garantir que tudo esteja em seu devido lugar. Comece eliminando os excessos e jogue fora o que já não serve. O que ainda estiver funcionando, mas não for muito usado, deixe em um guarda-móveis.

Com um pouco mais de espaço físico disponível, crie uma rotina de organização e acostume-se a colocar tudo em seu lugar logo após o uso. Com a consistência de atuação, é possível deixar tudo sempre em ordem, evitando que o comportamento excessivo se faça necessário.

A organização excessiva pode ser sinal de uma doença, mas essa não é uma regra. Muitas vezes, trata-se de um problema do seu ambiente, então é preciso agir para deixá-lo organizado e para que ele não consuma suas energias em excesso.

Como você lida com a bagunça e com a desorganização? Participe do debate nos comentários!

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